POTENCIAL ANTIMICROBIANO DE EXTRATO DE CAFÉ – REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Jorge Eduardo Marion COLABONE
  • Marília Gonçalves CATTELAN

Resumo

O café tem sido, por séculos, um produto amplamente comercializado e uma das bebidas mais consumidas do mundo. O processo de extração do café visa obter a maior quantidade de sólidos solúveis presentes nos grãos, componentes responsáveis pelo sabor e aroma característicos. Além do já consagrado emprego desse produto nas indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos, estudos têm evidenciado o potencial desse produto no controle microbiano. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar o potencial antimicrobiano de extrato de café por meio de revisão da literatura científica. Foi possível constatar que extratos de distintas variedades de café exercem efeito antimicrobiano in vitro sobre algumas espécies de fungos (Penicillium camembertii, Aspergillus niger e Candida albicans) e de bactérias, com destaque para ação contra espécies bacterianas Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes, Bacillus subtilis, Streptococcus faecalis, Streptococcus pyogenes e Streptococcus mutans). Os autores sugeriram que a atividade antimicrobiana máxima dos extratos de café pode ser devida as pequenas moléculas que naturalmente ocorrem no café (ácido clorogênico e trigonelina) ou induzidas pela torrefação (ácido nicotínico). No que tange à indústria alimentícia, foi encontrado apenas um estudo do potencial antimicrobiano in situ de extrato de café sobre a espécie Salmonella enterica sorovar Typhimurium, em leite em pó; neste caso, o efeito foi exercido pelo ácido protocatéico. Deste modo, é evidente a necessidade de mais estudos na área de Ciência de Alimentos, visto o potencial bioativo de extratos de café e a necessidade eminente de substituição de aditivos químicos, em alimentos, por compostos naturais.

Publicado

2021-05-05

Edição

Seção

Artigos