CONSEQUÊNCIAS DA PERDA DENTÁRIA E DA NÃO REABILITAÇÃO PROTÉTICA: IMPACTOS FUNCIONAIS, ESTÉTICOS E PSICOSSOCIAIS
Resumo
A perda dentária representa um relevante problema de saúde pública no Brasil, refletindo desigualdades sociais, limitações de acesso aos serviços odontológicos e deficiências nas políticas de reabilitação oral. Essa condição está associada a fatores como cárie dentária, doença periodontal e barreiras econômicas, afetando funções mastigatórias e fonéticas, a estética facial, a autoestima e o convívio social. Diante dessa realidade, o presente trabalho teve como objetivo analisar as consequências da perda dentária e da ausência de reabilitação protética, abordando seus impactos funcionais, estéticos e psicossociais. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2005 e 2023, disponíveis em bases de dados como PubMed, Scopus, SciELO e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à perda dentária, qualidade de vida e reabilitação oral. Os estudos revisados evidenciam que a não reposição dos dentes agrava prejuízos fisiológicos e emocionais, reduzindo a qualidade de vida e acentuando desigualdades sociais. Conclui-se que a reabilitação protética, seja por meio de próteses removíveis, fixas ou implantes, é essencial para restaurar a função oral, a estética e a dignidade do indivíduo. Contudo, persistem desafios relacionados ao acesso e à equidade no atendimento público, reforçando a necessidade de políticas de saúde bucal integradas, preventivas e reabilitadoras.