CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE FRUTOS DE LIMA ÁCIDA ‘TAHITI’ PARA EXPORTAÇÃO
Resumo
O Brasil é um grande produtor de lima ácida ‘Tahiti’ tendo maior destaque o estado de São Paulo, além de um grande exportador da fruta, sendo o principal importador os Países Baixos, representando 70% da importação. Para manter a qualidade desses frutos até que cheguem ao seu destino, o tratamento pós-colheita é uma prática muito importante que tem o papel de minimizar os danos causados por fungos, reduzir perda de massa, transpiração, murcha, podridões e proporcionar uma vida útil maior ao produto. O objetivo do experimento foi avaliar diferentes tipos de cobrimento superficial de frutos de lima ácida ‘Tahiti’ em função de diferentes períodos de armazenamento. Os frutos foram coletados de um pomar comercial na cidade de Irapuã-SP, o delineamento experimental foi inteiramente casualizado, utilizando o esquema fatorial 4x3. Utilizando os seguintes tratamentos: 1) Testemunha; 2) Cera; 3) Ácido Giberélico + Fungicida; 4) Ácido Giberélico + Fungicida + Cera e três tempos de avaliação, 15,30 e 45 dias sendo avaliados: a coloração, o peso; diâmetro do fruto; diâmetro da casca e Grau Brix. Os frutos foram acondicionados em caixas de papelão e armazenados em uma câmara fria a 10°C. O Tratamento 4 obteve o melhor resultado apresentando melhor conservação da coloração, peso e diâmetro dos frutos. Conclui-se que a aplicação com retardador de maturação (Ácido Giberélico) + Fungicida (Imazalil) + cera se mostrou mais eficiente na manutenção da coloração verde da casca, e esse tratamento é o recomendado para se utilizar na conservação para exportação de lima ácida ‘Tahiti’.