REABILITAÇÃO ORAL EM MAXILAS ATRÓFICAS COM IMPLANTES ZIGOMÁTICOS: AVANÇOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Resumo
A atrofia maxilar é uma condição clínica caracterizada pela perda progressiva de volume ósseo, geralmente causada por extrações dentárias, traumas ou doenças periodontais, o que dificulta a reabilitação com implantes convencionais. Essa reabsorção tende a ser mais acentuada na região posterior da maxila devido à pneumatização do seio maxilar, reduzindo o volume ósseo disponível para a instalação de implantes. Os implantes zigomáticos, desenvolvidos por Brånemark em 1988, surgem como uma alternativa segura e previsível, pois se fixam no osso zigomático, uma estrutura densa e resistente que dispensa o uso de enxertos ósseos. Este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre a aplicabilidade, as vantagens e as limitações dessa técnica em casos de maxilas atróficas. A metodologia baseou-se na análise de artigos recentes disponíveis em bases como PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à reabilitação oral com implantes zigomáticos. Os resultados apontam taxas de sucesso superiores a noventa e cinco por cento, com excelente estabilidade funcional e estética, além de menor tempo de tratamento. Protocolos atualizados, como o “Quad Zygoma”, e o uso do planejamento digital aumentam a precisão cirúrgica e o conforto do paciente. Conclui-se que os implantes zigomáticos representam um importante avanço na reabilitação de maxilas atróficas, proporcionando resultados previsíveis e melhor qualidade de vida aos pacientes.