ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA SÍFILIS ADQUIRIDA EM SÃO PAULO (2018-2025): TENDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA
Resumo
A sífilis adquirida permanece como um desafio persistente à saúde pública, especialmente em regiões urbanas densamente povoadas como São Paulo. Este estudo objetivou analisar a evolução da sífilis adquirida no estado entre 2018 e 2025, identificando tendências, fatores associados e implicações para políticas públicas. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, utilizando dados secundários provenientes de bases científicas nacionais e internacionais, Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde de São Paulo e informações de sistemas de vigilância como o DATASUS. Os achados indicam aumento contínuo nos casos, com destaque para populações jovens e vulneráveis, refletindo fatores sociais, comportamentais e estruturais, incluindo falhas na prevenção, redução no uso de preservativos, desigualdade no acesso à atenção primária e impactos da pandemia de COVID-19. A análise evidencia lacunas no pré-natal, subnotificação, estigmatização e dificuldades na adesão ao tratamento. Comparações com dados nacionais e internacionais mostram que, embora o Brasil possua políticas de controle consolidadas, persistem desafios que exigem abordagens inovadoras. Entre as recomendações destacam-se a ampliação da testagem rápida, educação sexual segmentada, integração entre serviços de saúde e utilização de tecnologias digitais para vigilância em tempo real. A compreensão dos determinantes e impactos da sífilis adquirida fornece subsídios para o planejamento de estratégias mais eficazes, redução da transmissão vertical, prevenção de complicações e fortalecimento da atenção à saúde sexual e reprodutiva. Este estudo contribui para a base de evidências, orientando gestores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas, com potencial aplicação em intervenções futuras e publicações científicas.