DOR CRONICA INGUINAL PÓS HERNIORRAFIA INGUINAL

Autores

  • Rafael Nogueira PIRAJA
  • Soraia El HASSAN El HASSAN

Resumo

A hérnia inguinal constitui uma condição de elevada prevalência, especialmente no sexo masculino, com incidência estimada em cerca de 30%, o que a caracteriza como um relevante problema de saúde pública. Entre suas complicações mais significativas destaca-se a inguinodinia, definida como dor crônica na região inguinal, frequentemente associada a impacto negativo substancial na qualidade de vida dos pacientes. A etiologia da dor crônica inguinal está, em grande parte, relacionada a lesões iatrogênicas dos nervos que percorrem a região durante o procedimento cirúrgico de correção da hérnia, denominado herniorrafia. Os principais nervos envolvidos nesse contexto são o ilioinguinal, o ilio-hipogástrico e o genitofemoral, cuja integridade é fundamental para a preservação da sensibilidade e para a prevenção de quadros dolorosos persistentes. Clinicamente, a inguinodinia costuma manifestar-se no primeiro ano após a intervenção cirúrgica, podendo variar em intensidade e cronicidade, e frequentemente compromete atividades diárias e o bem-estar geral do paciente. Nesse sentido, a ampliação do conhecimento acerca dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes a essa complicação é essencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes, contribuindo não apenas para o manejo adequado da dor, mas também para o aprimoramento das técnicas cirúrgicas e dos resultados no tratamento definitivo da hérnia inguinal.

Publicado

2026-07-08

Como Citar

PIRAJA , R. N., & El HASSAN, S. E. H. (2026). DOR CRONICA INGUINAL PÓS HERNIORRAFIA INGUINAL. Revista Corpus Hippocraticum, 1(1). Recuperado de https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-medicina/article/view/1520