ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA MORTE SÚBITA EM PACIENTES COM ARRITMIAS CARDÍACAS
Resumo
A morte súbita cardíaca (MSC) constitui uma das principais causas de mortalidade global, estando frequentemente associada a arritmias cardíacas malignas, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. Apesar dos avanços na cardiologia, a identificação precoce de indivíduos em risco permanece um desafio significativo, especialmente devido à heterogeneidade dos fatores envolvidos. A estratificação de risco surge, nesse contexto, como ferramenta essencial para a prevenção de eventos fatais, permitindo a implementação de intervenções terapêuticas direcionadas. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais métodos de estratificação de risco para morte súbita em pacientes com arritmias cardíacas, com base em evidências científicas recentes e dados epidemiológicos, com ênfase no cenário brasileiro. Trata-se de uma revisão analítica da literatura, de caráter descritivo, utilizando bases de dados como PubMed, SciELO e Google Scholar, contemplando estudos publicados entre 2015 e 2025. Os resultados demonstram que a avaliação do risco deve ser multifatorial, envolvendo parâmetros clínicos, eletrocardiográficos e estruturais, com destaque para a fração de ejeção ventricular esquerda, presença de cardiopatia estrutural e características específicas das arritmias. Evidencia-se, ainda, que a utilização isolada de um único marcador apresenta limitações, sendo necessária uma abordagem integrada para maior acurácia diagnóstica. Conclui-se que a estratificação de risco adequada desempenha papel fundamental na redução da mortalidade por morte súbita, contribuindo para o direcionamento terapêutico e para a melhoria dos desfechos clínicos.