RINOSSINUSITE: ASPECTOS CLÍNICOS, FISIOPATOLÓGICOS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Resumo
A rinossinusite, popularmente conhecida como sinusite, caracteriza-se como um processo inflamatório da mucosa que reveste os seios paranasais e a cavidade nasal, podendo ter origem infecciosa ou não infecciosa. Trata-se de uma condição altamente prevalente na prática clínica, afetando milhões de indivíduos em todo o mundo e representando uma das principais causas de procura por atendimento médico, especialmente em serviços de atenção primária. A doença pode ser classificada em rinossinusite aguda, subaguda e crônica, de acordo com a duração dos sintomas, e sua etiologia envolve, predominantemente, infecções virais, podendo evoluir para quadros bacterianos em alguns casos. Entre os principais fatores de risco, destacam-se alergias respiratórias, infecções de vias aéreas superiores, poluição ambiental, tabagismo e alterações anatômicas nasais. Do ponto de vista fisiopatológico, a rinossinusite está associada à obstrução dos óstios sinusais, comprometimento da drenagem mucociliar e acúmulo de secreções, favorecendo a proliferação de microrganismos. Clinicamente, os sintomas mais comuns incluem congestão nasal, dor ou pressão facial, rinorreia purulenta, cefaleia e redução do olfato. O diagnóstico é essencialmente clínico, podendo ser complementado por exames de imagem em casos mais complexos ou persistentes. O tratamento varia conforme a etiologia e a gravidade, envolvendo medidas sintomáticas, uso de descongestionantes, corticosteroides e, quando indicado, antibioticoterapia. Este estudo tem como objetivo analisar os principais aspectos clínicos, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da rinossinusite, contribuindo para uma melhor compreensão da doença e para a adoção de estratégias eficazes de manejo e prevenção.