DO COMPORTAMENTO AO CÉREBRO: AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO TRATAMENTO DO ESPECTRO AUTISTA E BIOMARCADORES NEUROLÓGICOS EMERGENTES
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação social e por comportamentos restritos e repetitivos. O diagnóstico precoce é essencial, pois intervenções iniciais estão associadas a melhores desfechos cognitivos e funcionais. Contudo, os critérios diagnósticos atuais baseiam-se predominantemente em avaliações comportamentais, o que pode atrasar a identificação do transtorno. Nesse contexto, biomarcadores neurológicos emergentes têm sido investigados como ferramentas complementares para o diagnóstico precoce do TEA. Evidências apontam que alterações na conectividade cerebral, no desenvolvimento cortical e nos padrões eletroencefalográficos podem ser detectadas precocemente. Além disso, avanços em neuroimagem, genética e neurobiologia têm contribuído para uma compreensão mais aprofundada da fisiopatologia do transtorno. Embora ainda não aplicáveis rotineiramente na prática clínica, esses biomarcadores representam uma perspectiva promissora para diagnósticos mais precoces e intervenções individualizadas.