TUMOR DE WILMS E SUA CORRELAÇÃO COM O APARECIMENTO NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
O tumor de Wilms, ou nefroblastoma, é a neoplasia renal maligna mais comum na infância, predominando em crianças menores de cinco anos. Este estudo teve como objetivo revisar aspectos relevantes relacionados à epidemiologia, etiopatogênese, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento dessa neoplasia. Trata-se de um tumor embrionário associado a alterações no desenvolvimento renal e a mutações em genes supressores tumorais, especialmente o WT1 e WT2, além de sua relação com síndromes genéticas, como WAGR, Beckwith-Wiedemann e Denys-Drash. Clinicamente, apresenta-se, na maioria dos casos, como massa abdominal palpável e indolor, podendo estar associada a hematúria, dor abdominal, febre e hipertensão arterial. O diagnóstico baseia-se principalmente em exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, sendo confirmado por análise histopatológica. A avaliação adequada permite o estadiamento da doença, sua associação com síndromes genéticas e malformações e a identificação de metástases, mais frequentemente pulmonares. O tratamento é multimodal, envolvendo nefrectomia, quimioterapia e, em casos selecionados, radioterapia, conforme protocolos específicos baseados no estadiamento e no risco. Apesar do bom prognóstico geral, com altas taxas de sobrevida, fatores como diagnóstico tardio e alterações genéticas desfavoráveis podem impactar negativamente a evolução clínica. Dessa forma, destaca-se a importância do diagnóstico precoce, do reconhecimento das associações sindrômicas e da abordagem terapêutica adequada, visando melhores desfechos clínicos e redução de complicações a longo prazo.