TUMOR DE WILMS E SUA CORRELAÇÃO COM O APARECIMENTO NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Mariana Pereira ZANFOLIM
  • Milena Mantovani NEVES
  • Maria Etelvina PINTO-FOCHI

Resumo

O tumor de Wilms, ou nefroblastoma, é a neoplasia renal maligna mais comum na infância, predominando em crianças menores de cinco anos. Este estudo teve como objetivo revisar aspectos relevantes relacionados à epidemiologia, etiopatogênese, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento dessa neoplasia. Trata-se de um tumor embrionário associado a alterações no desenvolvimento renal e a mutações em genes supressores tumorais, especialmente o WT1 e WT2, além de sua relação com síndromes genéticas, como WAGR, Beckwith-Wiedemann e Denys-Drash. Clinicamente, apresenta-se, na maioria dos casos, como massa abdominal palpável e indolor, podendo estar associada a hematúria, dor abdominal, febre e hipertensão arterial. O diagnóstico baseia-se principalmente em exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, sendo confirmado por análise histopatológica. A avaliação adequada permite o estadiamento da doença, sua associação com síndromes genéticas e malformações e a identificação de metástases, mais frequentemente pulmonares. O tratamento é multimodal, envolvendo nefrectomia, quimioterapia e, em casos selecionados, radioterapia, conforme protocolos específicos baseados no estadiamento e no risco. Apesar do bom prognóstico geral, com altas taxas de sobrevida, fatores como diagnóstico tardio e alterações genéticas desfavoráveis podem impactar negativamente a evolução clínica. Dessa forma, destaca-se a importância do diagnóstico precoce, do reconhecimento das associações sindrômicas e da abordagem terapêutica adequada, visando melhores desfechos clínicos e redução de complicações a longo prazo.

Publicado

2026-07-08

Como Citar

Pereira ZANFOLIM , M., Mantovani NEVES , M., & PINTO-FOCHI , M. E. (2026). TUMOR DE WILMS E SUA CORRELAÇÃO COM O APARECIMENTO NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Revista Corpus Hippocraticum, 1(1). Recuperado de https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-medicina/article/view/1553