VARIAÇÃO ANATOMICA DO RECESSO FRONTAL E SUA INFLUÊNCIA NA CIRURGIA ENDOSCÓPICA DOS SEIOS PARANASAIS
Resumo
O recesso frontal representa uma das regiões anatômicas mais complexas da cavidade nasossinusal, caracterizando-se por ampla variabilidade estrutural e estreita relação com o sistema de drenagem do seio frontal. O conhecimento detalhado de suas variações anatômicas é fundamental para o planejamento e a execução segura da cirurgia endoscópica dos seios paranasais, especialmente em pacientes com rinossinusite crônica refratária ao tratamento clínico. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura científica acerca das principais variações anatômicas do recesso frontal e analisar sua influência sobre os resultados cirúrgicos e a ocorrência de complicações intraoperatórias. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura por meio da consulta às bases de dados indexadas, incluindo estudos anatômicos, radiológicos e cirúrgicos publicados nos últimos anos. Os achados demonstram que estruturas como as células frontais, células supraorbitárias, células de agger nasi e células etmoidais anteriores podem modificar significativamente a anatomia do recesso frontal, dificultando a identificação dos marcos anatômicos durante a cirurgia endoscópica. Além disso, tais variações estão associadas a alterações na drenagem do seio frontal, maior risco de persistência da doença e aumento da complexidade técnica do procedimento. Conclui-se que a avaliação pré-operatória detalhada por tomografia computadorizada e o conhecimento aprofundado da anatomia do recesso frontal são indispensáveis para o sucesso cirúrgico, contribuindo para a redução de complicações e para melhores desfechos clínicos em pacientes submetidos à cirurgia endoscópica dos seios paranasais.