EXERCÍCIO FÍSICO E MICROBIOTA INTESTINAL: EVIDÊNCIAS EM MODELOS ANIMAIS E IMPLICAÇÕES PARA A MEDICINA HUMANA – REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56084/ulakesjmed.v5i4.1382Resumo
A microbiota intestinal é composta por trilhões de microrganismos que exercem funções essenciais no metabolismo energético, na síntese de vitaminas, na modulação do sistema imunológico e na proteção contra patógenos. Em humanos, a interação entre exercício físico e microbiota intestinal tem sido alvo de crescente interesse, uma vez que atletas apresentam perfis microbianos distintos quando comparados a indivíduos sedentários. Diversos estudos demonstraram maior diversidade bacteriana e enriquecimento de vias metabólicas relacionadas à produção de ácidos graxos de cadeia curta em praticantes de atividade física regular, sugerindo benefícios na saúde intestinal e no desempenho físico. Entretanto, a literatura apresenta resultados heterogêneos devido às limitações como a variabilidade dietética, estilo de vida e diferenças genéticas entre os indivíduos avaliados. Modelos animais surgem como ferramentas importantes para reduzir essas variáveis e permitir maior controle experimental. O pombo correio (Columba livia), por exemplo, possui notável resistência física e pode ser submetido a protocolos de voo padronizados, possibilitando a investigação dos efeitos do esforço físico prolongado sobre a microbiota intestinal. Assim, os achados nesse modelo oferecem paralelos relevantes para a medicina humana, auxiliando na compreensão da relação entre exercício, microbiota e saúde.
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