ENTRE O ESTRESSE OXIDATIVO E A NEUROPROTEÇÃO: O PAPEL EMERGENTE DA N-ACETILCISTEÍNA NAS DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
Resumo
As doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, Parkinson e esclerose lateral amiotrófica, compartilham mecanismos fisiopatológicos comuns, incluindo estresse oxidativo, inflamação crônica e disfunção mitocondrial. Nesse contexto, a N-acetilcisteína (NAC) emerge como um candidato promissor devido à sua capacidade de modular vias redox, restaurar os níveis de glutationa intracelular e exercer efeitos anti-inflamatórios. Evidências experimentais e clínicas sugerem que a NAC pode atenuar a progressão de processos neurodegenerativos, atuando como agente neuroprotetor. Entretanto, apesar dos resultados encorajadores, a heterogeneidade dos estudos, a variabilidade nas doses utilizadas e a limitação de ensaios clínicos robustos ainda restringem sua aplicação definitiva na prática clínica. Este artigo revisa criticamente o potencial neuroprotetor da N-acetilcisteína, destacando seus mecanismos de ação, evidências atuais e perspectivas futuras como adjuvante terapêutico em doenças neurodegenerativas.