NEURITE ÓPTICA COMO REAÇÃO ADVERSA ÀS VACINAS CONTRA A COVID-19: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Resumo
A vacinação em massa contra a COVID-19 foi crucial para o controle da pandemia. Embora seguras, eventos adversos raros como a neurite óptica foram reportados, motivando esta revisão bibliográfica que analisa a literatura sobre sua associação com as vacinas. A metodologia incluiu a análise de estudos de caso, séries de casos e revisões publicadas entre 2021 e 2024. Os resultados indicam uma consistente associação temporal entre diferentes plataformas vacinais e o surgimento da neurite óptica. A fisiopatologia permanece em investigação, com hipóteses centradas em mimetismo molecular e desregulação imune em indivíduos predispostos. O quadro clínico envolve perda visual subaguda, dor ocular e discromatopsia, com diagnóstico confirmado por exames clínicos e de neuroimagem. A corticoterapia sistêmica é o tratamento padrão, com prognóstico de recuperação visual geralmente favorável. A principal conclusão é que, embora a neurite óptica pós-vacinal seja um evento documentado, a evidência atual, baseada em relatos de caso, não permite estabelecer uma relação causal definitiva. A incidência do evento é extremamente baixa, e a análise de risco-benefício favorece inequivocamente a vacinação, dado que a própria infecção por SARS-CoV-2 acarreta um risco neurológico superior. Recomenda-se a vigilância contínua e a notificação de casos para aprimorar o entendimento sobre este evento adverso raro e fortalecer a segurança vacinal.