A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES CARCINOGÊNICOS NO BRASIL: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA E DESIGUALDADES SOCIAIS À LUZ DO MODELO BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56084/ulakesjmed.v5i4.1350Resumo
O presente estudo analisa a exposição ocupacional a agentes carcinogênicos no Brasil entre 2020 e 2024, a partir das notificações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram identificadas 3.635 neoplasias relacionadas ao trabalho, com predomínio de câncer de pele não melanoma, seguido por câncer de pulmão e de mama. Os achados revelam profundas desigualdades regionais, com concentração de casos no Sudeste e possível subnotificação no Norte e Nordeste, além de expressiva vulnerabilidade entre homens, trabalhadores autônomos, informais e aposentados. A agricultura, a construção civil e o transporte rodoviário destacaram-se como os setores econômicos mais associados à exposição a carcinógenos, como radiação UV, sílica, amianto, diesel e solventes orgânicos. À luz do modelo biopsicossocioespiritual da Atenção Primária à Saúde (APS), discutem-se os impactos sociais, culturais e estruturais que permeiam o adoecimento, evidenciando a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde do trabalhador, integrar sistemas de informação, ampliar a fiscalização e promover políticas intersetoriais preventivas. Conclui-se que o câncer ocupacional no Brasil permanece subestimado e desigualmente distribuído, exigindo ações contínuas, integradas e centradas na pessoa para garantir equidade, proteção e dignidade às populações trabalhadoras.
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