A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES CARCINOGÊNICOS NO BRASIL: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA E DESIGUALDADES SOCIAIS À LUZ DO MODELO BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Ailton Gomes da Silva União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO
  • Bruna Cartapatti Stuchi União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO
  • Gabrielly Chiesa União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO
  • Maria Etelvina Pinto Fochi União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO

DOI:

https://doi.org/10.56084/ulakesjmed.v5i4.1350

Resumo

O presente estudo analisa a exposição ocupacional a agentes carcinogênicos no Brasil entre 2020 e 2024, a partir das notificações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram identificadas 3.635 neoplasias relacionadas ao trabalho, com predomínio de câncer de pele não melanoma, seguido por câncer de pulmão e de mama. Os achados revelam profundas desigualdades regionais, com concentração de casos no Sudeste e possível subnotificação no Norte e Nordeste, além de expressiva vulnerabilidade entre homens, trabalhadores autônomos, informais e aposentados. A agricultura, a construção civil e o transporte rodoviário destacaram-se como os setores econômicos mais associados à exposição a carcinógenos, como radiação UV, sílica, amianto, diesel e solventes orgânicos. À luz do modelo biopsicossocioespiritual da Atenção Primária à Saúde (APS), discutem-se os impactos sociais, culturais e estruturais que permeiam o adoecimento, evidenciando a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde do trabalhador, integrar sistemas de informação, ampliar a fiscalização e promover políticas intersetoriais preventivas. Conclui-se que o câncer ocupacional no Brasil permanece subestimado e desigualmente distribuído, exigindo ações contínuas, integradas e centradas na pessoa para garantir equidade, proteção e dignidade às populações trabalhadoras.

Biografia do Autor

Maria Etelvina Pinto Fochi, União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO

Graduada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Rio Preto – UNIRP (2002). Possui Mestrado (2005) e Doutorado (2009) em Biologia Celular e Estrutural pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Realizou Pós-Doutorado (2010–2014) na Universidade Estadual Paulista – IBILCE/UNESP, desenvolvendo pesquisa em modelos experimentais voltados à compreensão dos efeitos da obesidade materna associada à obesidade pós-natal sobre a morfofisiologia testicular.

Atuou como docente substituta no Centro Universitário de Rio Preto – UNIRP (2010), ministrando Citologia, Biologia Celular, Histologia e Embriologia, e posteriormente na Universidade Estadual Paulista – FCAV/UNESP (2014), lecionando Histologia I, Histologia e Embriologia.

Sua experiência acadêmico-científica concentra-se na área de Morfologia, com ênfase em Biologia da Reprodução, abordando temas como fisiologia testicular, parâmetros espermáticos, células de Leydig, esteroidogênese, gonócitos e impactos da obesidade sobre o sistema reprodutor. Atualmente é docente dos cursos de Medicina, Biomedicina e Medicina Veterinária na União das Faculdades dos Grandes Lagos – UNILAGO, atuando nas disciplinas de Biologia Celular, Embriologia, Histologia e Fisiologia.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Gomes da Silva, A., Cartapatti Stuchi, B., Chiesa, G., & Pinto Fochi, M. E. (2025). A EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A AGENTES CARCINOGÊNICOS NO BRASIL: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA E DESIGUALDADES SOCIAIS À LUZ DO MODELO BIOPSICOSSOCIOESPIRITUAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. ULAKES JOURNAL OF MEDICINE, 5(4). https://doi.org/10.56084/ulakesjmed.v5i4.1350