CREATINA E BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA: REVISÃO DAS ESTRATÉGIAS DE ADMINISTRAÇÃO COM ÊNFASE NA VIA INTRANASAL
DOI:
https://doi.org/10.56084/ulakesjmed.v5i4.1355Resumo
Um composto essencial envolvido no metabolismo energético celular é a creatina, principalmente em tecidos de alta demanda energética como o cérebro. Alguns distúrbios como a deficiência do transportador de creatina (CTD) e transtornos neuropsiquiátricos, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), têm sido associados à disfunção no metabolismo da creatina, o que justifica o crescente interesse em estratégias que aumentem sua disponibilidade cerebral. Uma das vias mais utilizadas para a administração da creatina é a oral, porém esta apresenta limitações, como baixa capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE) e extenso metabolismo de primeira passagem, as quais comprometem a sua eficácia em alcançar o sistema nervoso central. A via de administração intravenosa, embora reduza a exposição a este metabolismo, apresenta limites na obtenção de níveis adequados de creatina no tecido cerebral. Nesse contexto, a administração intranasal surge como uma alternativa promissora e não invasiva, sendo capaz de promover o transporte direto da substância do nariz ao cérebro através das vias olfatória e trigeminal, contornando a BHE e aumentando a biodisponibilidade cerebral. Essa abordagem tem ganhado destaque em distúrbios neurológicos como Alzheimer, Parkinson e depressão, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.
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